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15/02/12

Série infantil com Mourinho chega à bolsa de Londres


Série infantil de 26 episódios chama-se "Mourinho and the Special Ones"

A Sports Stars Media, que vai produzir uma série televisiva infantil baseada na imagem de José Mourinho, estreia-se hoje no Alternative Investment Market (AIM). É a primeira empresa portuguesa a ser cotada na praça bolsista de Londres.

De acordo com o Jornal de Negócios, a empresa entra no mercado londrino depois de ter garantido, junto de investidores, um financiamento de 1,9 milhões de euros, necessário à produção da série infantil de 26 episódios “Mourinho and the Special Ones”, que usa a imagem - e alcunha - do actual treinador do Real Madrid.

A história da série de desenhos animados, que tem como público-alvo as crianças entre os 6 e os 12 anos, «vai girar em torno das vidas de um grupo de crianças que têm a oportunidade de entrar numa escola de futebol especial, onde vão ser treinadas por José Mourinho, que vai ajudá-las a desenvolverem-se enquanto jogadores de futebol e seres humanos. A ideia por detrás da história é que todas as crianças podem ser um “Special One” e, na sua unicidade, podem encontrar o caminho para o sucesso», lê-se no site link externo da Sports Stars Media.

A empresa pretende ainda colocar no mercado uma série de produtos de merchandising relacionados com a série, como livros, briquedos, DVD’s, vestuário e jogos de computador.

Segundo o Jornal de Negócios, esta manhã, por volta das 9h30, a capitalização bolsista da Sports Stars Media na AIM era de 4,22 milhões de libras (aproximadamente 5,04 milhões de euros), tendo sido transaccionadas, na altura, cerca de 700 mil acções da empresa.

Ana J.
Fonte: artigo da Marketeer

14/02/12

Os 5 melhores sítios do mundo para viver



Está farto da pieguice nacional? Quer sair da zona de conforto e ir para um lugar ainda mais confortável? O jornal inglês The Guardian elegeu os cinco melhores locais do mundo para viver. O Dinheiro Vivo faz aqui um resumo das conclusões a que chegaram os britânicos e deixa algumas dicas que o podem convencer a mudar-se.

1.Portland, Oregon

Porquê? Se gosta de roupas vintage, bandas folk ou culturas alternativas, Portland, no estado norte-americano do Oregon, o sítio onde estar. Lembra-se de Bohemian Like You, a música dos Dandy Warhols que abrilhantou uma campanha da Vodafone? Pois, a banda é de Portland e a música é sobre a cidade que os viu nascer. Em relação ao resto dos Estados Unidos da América é uma cidade tão liberal que um europeu que para lá se mude poucas ou nenhumas diferenças encontra. Os ciclistas são adorados, tem regras apertadíssimas quanto a projectos imobiliários que possam desfigurar o espaço público e, diz quem conhece, as pessoas são de uma simpatia extrema. 

13/02/12

Sabe quais são as “sentenças de morte” das marcas nas redes sociais?


Redes sociais tanto podem projectar uma marca e colocá-la no centro das discussões por uma campanha de sucesso…

As redes sociais acabam por se assumir como uma “faca de dois gumes”. Tanto podem projectar uma marca e colocá-la no centro das discussões por uma campanha de sucesso, como arruinar o trabalho de meses por causa de um “simples” detalhe. É sabido que as gafes online já provocaram processos judiciais, perda de seguidores, de consumidores, má reputação e constrangedores pedidos públicos de desculpas. Em colaboração com Marco Gomes, criador do sistema de publicidade para media sociais boo-box, a Exame brasileira elaborou uma lista de erros que podem denegrir a imagem de uma marca, no online e fora dele. Saiba quais são.

1. Fazer spam

Mensagens automáticas e generalizadas irritam os seguidores. O mesmo se passa com o envio de emails não autorizados. Se as marcas querem a atenção e o respeito dos seus consumidores, devem ser autênticas e transparentes.

2. Entrar em discussões polémicas

10/02/12

O que é o navegador RockMelt?


Novos navegadores pululam quase todos os dias, mas novos navegadores que parece uma bela pedida – e que todo mundo parece estar falando sobre – não são tão comuns assim. O que é o RockMelt?

É um navegador…

Como você pode reparar quando abrir o RockMelt pela primeira vez, ele é um navegador construído sobre o Chromium – o projeto em código aberto que move o Google Chrome. E isso significa que o RockMelt é muito, mas muito rápido, mesmo com todas as opções de compartilhamento que ele tem. Na realidade, ele é bem parecido com o Chrome, mas com algumas extensões bem anabolizadas para Facebook e Twitter.

…com alguns nomes interessantes por trás…

O grande nome por trás do RockMelt é Marc Andreessen – você deve lembrar dele, o fundador do Netscape, o perdedor da Primeira Guerra Navegacional, quando ele foi destronado pelo Lorde Negro chamado Internet Explorer.

…criado para compartilhamento…

ModaLisboa leva Freedom ao Pátio da Galé


38ª edição da ModaLisboa realiza-se de 8 a 11 de Março


De 8 a 11 de Março vai estar a decorrer, no Pátio da Galé, em Lisboa, a 38ª edição da ModaLisboa. Freedom é o tema do certame onde serão apresentadas as colecções de Inverno 2013 dos principais criadores da Moda nacional. “O mundo mudou e todos fazemos parte deste movimento de mudança. A liberdade criativa é fundamental para a revitalização conceptual e para a adopção de novos modelos de criação”, defende a organização do evento em nota enviada às redacções.

Recorde-se que nesta edição a Seat já não será o Main Sponsor da ModaLisboa, depois de 15 edições de patrocínio do evento.


Ana J.
Fonte: artigo da Marketeer

09/02/12

Na busca por uma cidade sustentável


Todos os países desenvolvidos aspiram ter a primeira cidade alimentada unicamente por energias renováveis para aumentar os níveis de conforto do meio ambiente e de saúde. Já existem algumas na Europa, América e Austrália às portas de consegui-lo.

Para que uma cidade seja sustentável, ela tem de ser atraente e oferecer atividade, e isso não se consegue se a cidade não for aberta. Para isso, é fundamental que haja um certo nível de consciência ou de cultura

A cidade sueca de Malmo foi uma das que já se transformou em referência mundial de recuperação urbanística sustentável. Além disso, existem cidades como Copenhague que deve ser, em 2025, a primeira alimentada por energia eólica e com veículos que funcionem com eletricidade ou hidrogênio.
A pequena cidade portuária de Frederikshavn, na Dinamarca, quer ser, no ano de 2015, a primeira cidade no mundo cem por cento de energia renovável, mediante energia eólica, solar, biogás e reciclagem de resíduos.
Na Austrália, a cidade de Adelaide prevê a neutralidade de carbono para o ano de 2020, enquanto Newcastle, na Grã-Bretanha, tem como meta ser sustentável até 2025.

A cidade americana de Phoenix, no Arizona, espera uma redução de 70% nas emissões de gás para os próximos anos e, dessa forma, se transformar na primeira cidade americana “zero carbono”.

"A bicicleta é um meio de transporte que faz sentido em uma cidade sustentável porque aumenta a qualidade de vida"

Ideias originais, com grandes projetos

Embora estas metas estejam distantes, já se começaram a instalar sistemas de energias limpas para grandes áreas de população. Muitas delas participam de programas urbanísticos voltados para se conseguir cidades sustentáveis. Além da economia de energia necessária, fatores como saúde e higiene começam a ser questões de urgência.

Nestes projetos tem muito que ver a arquitetura e o modelo de casas que garantam o maior aproveitamento de energia, pois de pouco serve instalar placas solares ou usar a energia de resíduos se paredes, janelas e o modelo da construção não é o apropriado.

Os arquitetos Rosa Cervera e Javier Pioz se dedicam há mais de duas décadas à construção de prédios inteligentes nos quais se aproveitam as energias limpas e se cuida para que o modelo não seja apenas prático, mas também sustentável e agradável.

Cervera e Pioz começaram a trabalhar neste campo no ano de 1984, na Universidade da Colômbia, uma corrente herdeira da que nasceu na Rússia e nos Estados Unidos nos anos 60 que se chamou biônica. A biônica analisa seres vivos para conhecer seu funcionamento e aplicar esse engenho no campo da indústria.

Na arquitetura Rosa e Javier são pioneiros em aplicar as técnicas biônicas. “Nós observamos como a natureza constrói e, uma vez que temos esse conhecimento, o extrapolamos para nossos edifícios. Todos os seres vivos têm uma máxima que é economizar material e energia. Como a natureza não pode fabricar grandes colunas de metal nem concreto recorre, com muito pouco material, a geometrias muito peculiares que são muito eficientes e resistentes. Com essa filosofia o que desenvolvemos em nossos prédios são estruturas que têm geometrias diferentes das comerciais, além disso, economizamos material de construção e somos sustentáveis”.

Curiosos mecanismos que funcionam de forma natural a fim de reservar e preservar a energia como os utilizados pelas flores que se abrem de dia para receber a energia do sol e de noite se fecham para armazená-las.

Projeto de arquitetura biônica de Rosa Cervera e Javier Pioz, para um centro comercial

“Em nosso estúdio, averiguamos esses mecanismos e tentamos aplicá-los em nossos edifícios para que gastem menos e que possam reciclar os recursos naturais que há a seu redor como vento, água e sol, da mesma forma como a natureza faz”, explica Pioz.

O resultado é que a forma final do prédio, assinala Pioz, “é muito diferente porque os edifícios que têm fontes sustentáveis de energia recebem placas solares ou algum outro elemento para economizar energia. No entanto, os edifícios que se constroem com arquitetura biónica têm aspecto orgânico, porque as geometrias usadas são muito diferentes e o aspecto é diferente”.

A primeira coisa, uma cidade deve ser “saudável”

Para Carmen Blasco, diretora da cátedra de Municípios Sustentáveis da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), o principal requisito que uma cidade sustentável deve ter é ser saudável. “Fala-se muito de sustentabilidade em economia ou em temas ambientais, mas eu acho que é preciso começar a se pensar em uma cidade saudável”.



"Vista do prédio Turning Torso, de Malmo (Suécia). Este arranha-céu, desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava e finalizado no ano de 2005, é o edifício de apartamentos mais alto da União Europeia"


“Na minha disciplina o que sempre se buscou foi a higiene, muito vinculada ao avanço do urbanismo. Isso não quer dizer que haja outros requisitos que tenham que ser contemplados, como que uma cidade para que seja sustentável deveria ser mais participativa”, diz Carmen.

Para a especialista, um dos maiores problemas que temos que enfrentar nas cidades atualmente é o da mobilidade. “As cidades não são amáveis, não são agradáveis. Temos que entrar em uma loja para descansar um momento, mas quando você sai dela vamos correndo para outro lugar ou para fazer outra atividade”.

Dois fatores mais, ressalta Carmen, para que uma cidade seja sustentável “ela tem que ser atrativa e ter atividade, e isso não se consegue se a cidade não for amável nem aprazível. Para isso, é fundamental que haja um certo nível de consciência ou de cultura”.

Cultura e consciência

“Em algumas cidades, sobretudo as europeias, seus habitantes não suportam ver alguma coisa jogada no chão, enquanto em outras não nos representa nenhum trauma jogar coisas constantemente. São povoações que têm um carinho especial por sua cidade e, nesse sentido, cuidam dela. Nas segundas é como se o público não nos pertencesse e deixamos que se transforme em uma lixeira. Quando há certo nível de consciência e de cultura, um termo tão ambíguo e tão amplo como o de sustentabilidade vai se perfilando”, diz.

Para Carmen, “toda tecnologia em favor das energias limpas vai bem, mas não devemos nos deixar guiar unicamente pelas tecnologias, porque elas nos contaminaram muito. Temos lavadoras, frigoríficos, mas estes últimos afetam a mudança climática, com as emissões de CO2 e são um dos restos mais difíceis de reciclar”.

Carmen explica que a aplicação de muitas destas tecnologias se transforma no final em um círculo vicioso. “A bicicleta para mim tem muito mais sentido em uma cidade sustentável que o carro, mesmo que seja elétrico, porque influiria mais sobre a qualidade da cidade. Se o carro elétrico, no final, ficar se amontoado na frente da minha casa ou na praça do meu bairro, ele não está resolvendo o tema totalmente”.

Quanto à arquitetura ecoeficiente, para Carmen, “antes tem que passar por alguns recursos arquitetônicos que não trazem associados tecnologia, mas se trata mais de uma mudança de mentalidade, que acho que é o fundamental. Não estou dizendo um não à tecnologia, mas não nos apoiemos tanto nela como fizemos até agora, porque ela mesma se retroalimenta”.

Os prazos para construir a cidade sustentável ideal, para a arquiteta, não deveriam existir, porque atualmente já se encontram ao alcance os meios técnicos e conhecimentos necessários.

“Claro que sim, mas agora e há 50 ou cem anos também. Em temas de urbanismo o problema que temos há muito tempo é que os técnicos não decidem, os arquitetos não decidem, mas sim os poderes nos Governos é que decidem, os municípios e Prefeituras da região e os poderes econômicos são os promotores que atulharam a cidade, tornando ainda mais difícil que ela se torne sustentável”, conclui Carmen.

 Fonte: artigo EpocaNegócios